Agronegócio

As condições do solo, a altitude de mais de 1000 metros e o clima de Morro do Chapéu são fatores que contribuem para o plantio da maçã.

PANORAMA DO SETOR
O agronegócio no estado da Bahia vem crescendo e se consolidando como um dos setores mais promissores e de grande importância econômica e social. Na agricultura, o estado é o maior produtor de grãos da Região Nordeste nas culturas de soja, algodão milho. Com uma produção de 8,6 milhões de toneladas de grãos em 2017, a safra baiana obteve um crescimento de 41,1% em relação à safra anterior, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ocupando o 8º lugar no ranking nacional dos estados produtores de grãos.

Líder nacional na produção de banana, coco, manga, mamão e maracujá, a Bahia é o terceiro maior produtor de melancia e limão, destacando-se também na produção de uvas, cacau, café, feijão. Além disso, é o 2º maior produtor nacional de frutas frescas e o 3º maior exportador.

Na pauta das exportações do agronegócio a Bahia participa com 13% do total exportado pelo Brasil ocupando o 8º lugar. Liderando o volume de exportações baianas está o complexo soja (39,6%), flores (32,4%), seguidos de produtos da fibra (9,5%), cacau e seus derivados (6,8%) e frutas (4,0%).

> FRUTICULTURA

Altos índices de produtividade na fruticultura tropical

A Bahia é destaque como 2° maior produtor de frutas frescas e 4° maior exportador de frutas frescas (2016). As perspectivas de expansão da fruticultura tropical na Bahia também são excelentes devido ao clima favorável, à possibilidade de duas ou mais colheitas/ano, terras aptas recursos hídricos para irrigação, polos consolidados e estruturados para exportação, altos índices de produtividade nas áreas irrigadas com estrutura de pós colheita, qualidade do fruto e certificações de conformidade adotados pelos mercados mundiais, aliado à localização territorial do estado para escoamento da produção, tornam a atividade fortemente atrativa.

Além da produção de frutas tropicais, o clima propiciado pela altitude da Chapada Diamantina tem atraído produtores para o cultivo de frutas como ameixa, morango, caqui e uva para produção de vinhos finos – frutas típicas de regiões de clima temperado – diversificando ainda mais a atividade no estado.

Os produtores baianos têm obtido êxito no atendimento das normas de qualidade requeridas tanto pelo mercado interno, como o mercado externo, especialmente dos Estados Unidos, União Europeia e Mercosul.

Crédito: Secretaria de Turismo / GOVBA

> ALGODÃO

Estabilidade, rentabilidade e qualidade de fibra

O algodão baiano é diferenciado em cor, resistência e comprimento da fibra, sendo um dos produtos mais cobiçados do mundo. O potencial para crescimento da produção é imenso. A Região Oeste do estado, principal polo produtor, reúne todas as condições favoráveis ao cultivo com competitividade e alta qualidade: grande extensão de terras planas, cultivo mecanizado, clima bem definido, luminosidade intensa, e boa infraestrutura de estradas e logística.

Segundo maior produtor de algodão do Brasil, a Bahia coloca à disposição dos investidores vantagens que transformam o potencial da cotonicultura baiana em excelente oportunidade. Por acreditar nisso, o Governo do Estado oferece isenção de 50% do ICMS e destina parte dos recursos para pesquisa e inovações tecnológicas para potencializar a produção.

> SOJA

O carro-chefe da produção agrícola do Oeste da Bahia

A soja ocupa posição de destaque entre os produtos agrícolas da Bahia. Primeira cultura a se destacar no Oeste do Estado, favorecida pelo bioma cerrado, que possui condições favoráveis para o cultivo, conta com estações bem definidas, topografia plana e índices pluviométricos que contribuem na definição dos limites territoriais, além de uma extensa bacia hidrográfica com rios perenes sobre o Aquífero Urucuia, potencializando a irrigação.

A soja desempenha o papel de elemento impulsionador da dinâmica do agronegócio regional, pela atividade em larga escala, realizada com empreendedorismo e alto nível de excelência nos processos de produção, tornando-se modelo de crescimento agrícola e uso de tecnologia avançada.

Como oportunidade para este setor tem-se a implantação de agroindústrias processadoras, disponibilidades de subprodutos para fabricação de ração animal e ampliação do polo avícola e suinícola estadual.

> CAFÉ

Referência em qualidade e destaque em premiações internacionais

A cafeicultura baiana demonstra excelentes vantagens competitivas para a conquista de mercados mais exigentes. Destaca-se na produção de cafés especiais, cada vez mais procurados em todo o mundo, consolidando assim o mercado baiano de cafés de alta qualidade.

O crescimento da produção no Estado, tem criado diversas oportunidades de investimentos. A distribuição espacial da atividade se dá em três polos de produção: Planalto, Cerrado e Atlântico – caracterizados por cultivarem espécies distintas, demonstrarem níveis tecnológicos diferenciados e produzirem diferentes tipos de bebidas.

Como vantagens comparativas, é possível elencar o clima favorável, três polos de produção, diferentes tipos de bebidas, mais a produção crescente de café orgânico e cafés finos.

A indústria baiana tem potencial para trabalhar com blends para os mais exigentes mercados consumidores, abastecida tão somente com matéria-prima local. Destaca-se ainda a colheita seletiva feita por alguns produtores nas regiões do Planalto, onde só são colhidos os grãos maduros, assegurando uma melhor qualidade do grão, para atender nichos de mercado mais exigentes, por grãos especiais, orgânicos e ecológicos. No Concurso Nacional ABIC de Qualidade de Café, quatro produtores baianos estão entre os melhores do ranking.

> CACAU

Transformação e mercado em alta

A Bahia é o principal produtor de cacau do Brasil e tem o maior potencial do país para produzir e processar a amêndoa de cacau. Faz o processamento primário de 95% da safra nacional – transformação da amêndoa em torta, manteiga e licor.

O estado vive um momento de retomada da produção, com a realização de pesquisas destinadas à produção de mudas resistentes à vassoura-de-bruxa (praga do cacaueiro), e investe cada vez mais em qualidade das amêndoas. Essa matéria-prima tem atraído chocolateiros da Europa e apresenta grande potencial para elevar a exportação.

O cacau irrigado tem apresentado resultados promissores, e o uso da tecnologia tem contribuído para aumento da produção de cacau. Entre as vantagens podemos enumerar: a qualidade superior das amêndoas de cacau da Bahia; a implantação de Biofábrica para a produção de mudas de cacau; infraestrutura completa com segundo maior porto do estado; a existência do maior centro de pesquisa de cacau do mundo; assistência técnica e mão de obra de qualidade; e disponibilidade de linhas de crédito de longo prazo.

O estado apresenta oportunidades para ampliação de parque industrial; implantação de indústria para a fabricação de chocolates finos; grande potencial de exportação; atividade conservacionista (cacau cabruca); e introdução de cacau irrigado no Oeste da Bahia

Na produção do chocolate gourmet, a Bahia tem desenvolvido um importante pólo de produção, com o apoio do governo do estado, para a inserção dos produtores no mercado internacional. Entre os grandes destaques internacionais dessa produção baiana estão as marcas Amma, Mendoá, ChOr – Chocolate de Origem, Amado Cacau, Fazenda Sagarana, Maltez, Costa Negro entre outras.

Crédito: Manu Dias / GOVBA

> PECUÁRIA

Grande potencialidade para realização de investimentos

A criação de bovinos para fornecimento de carne é uma importante atividade na Bahia. A grande extensão territorial e a existência de uma diversificada formação vegetal possibilitam a criação de bovinos a pasto – o chamado “boi verde”. Utiliza-se o sistema de pastejo rotacionado, como também os modelos confinado e semi-confinado nas regiões produtoras de grãos do Oeste. Esse leque de alternativas permite a produção do novilho super precoce com alto lucro, agregando valor à carne de qualidade superior.

O gado de corte caracterizado por uma maior musculosidade, ganho de peso e rendimento de carcaça, representa 80% do rebanho bovino baiano, e 36,2% do rebanho do Nordeste (1º lugar no ranking). No rebanho predominam as mestiçagens de raça Nelore. Rebanhos puros desta raça chegam s obter Taxa de Desfrute* de 16%.

*Taxa de Desfrute mede a capacidade do rebanho em gerar excedente, ou seja, representa a produção – em arrobas ou cabeças – em um determinado espaço de tempo em relação ao rebanho inicial. Quanto maior a Taxa de Desfrute, maior a produção interna do rebanho.

> AVICULTURA

Investimentos em bem-estar garantem a produtividade nas granjas

O aumento sucessivo da produção de grãos no estado tem contribuído para o desenvolvimento da avicultura e suinocultura baiana, que apresenta grande potencial para alavancar o sucesso desse setor.

Entre as vantagens da avicultura na Bahia, estão a disponibilidade de grãos, mercado consumidor crescente, condições climáticas favoráveis e a existência de empresas integradoras. Mais oportunidades de implantação de parque industrial para equipamentos, instalações e máquinas, e produção de ração animal; produção de matrizes e pinto de um dia; implantação de novas empresas integradoras como frigoríficos e abatedouros.

O Oeste da Bahia reúne as condições para se tornar num dos grandes produtores e fornecedores de carnes de frango e suíno para os mercados nacional e internacional.

A avicultura depende de inúmeras indústrias correlatas para sua cadeia produtiva, a exemplo dos transportadores, indústria de ingredientes para ração, vacinas e medicamentos, entre outras.

> AQUICULTURA E PESCA

Extensão da costa e grande potencial para o cultivo

A Bahia possui um clima tipicamente tropical e a mais longa costa do país, com 1.188km, o que representa 14% da costa brasileira, viabilizando a atividade de pesca e aquicultura em praticamente todo o seu litoral. A pesca caracteriza – se como eminentemente artesanal, envolvendo 130 mil pescadores e com potencial para uma modernização desta atividade. A Aquicultura Baiana cresce em média 8 % ano e com perspectiva de rápido aumento na produção, devido à disponibilidade hídrica de suas águas interiores, com diversos reservatórios, o que potencializa a produção da piscicultura.

A carcinicultura (cultivo de camarão em cativeiro) desponta como uma grande alternativa para o Estado, com área viável à produção de aproximadamente 100 mil hectares de lamina d’água, sendo a maior do país, estando em produção 2500 hectares de lamina d’água.

> PRODUÇÃO FLORESTAL E INDÚSTRIA FLORESTEIRA

Produtividade superior à média nacional

Condições edafoclimáticas extremamente favoráveis ao cultivo do eucalipto, tornam o estado da Bahia uma área privilegiada para o desenvolvimento da atividade florestal e da agroindústria da celulose. O estado apresenta produtividade 25% superior à média nacional e potencial de plantio de quatro milhões de hectares. Comparada à produtividade da área plantada com eucalipto nos países de clima frio, onde se concentram as indústrias de papel e celulose, a Bahia apresenta vantagens como: o período de rotação nos países de clima frio é de 25 a 80 anos, enquanto na Bahia este período cai para apenas sete anos, com uma produtividade de 42m3 até 50m3.

O eucalipto se constitui em uma importante alternativa agrícola, sobretudo em áreas degradadas, que apresentam solos expostos e susceptíveis à erosão, sem aptidão para plantio de culturas de ciclo curto como feijão e outras. A cultura do eucalipto serve também para recuperar áreas e estimular o reflorestamento com fins comerciais, visando à geração de emprego e o incremento da renda familiar por meio do uso múltiplo da pequena propriedade rural.

O eucalipto apresenta diversas aplicações, servindo de matéria-prima aos mais variados produtos de uso doméstico e industrial a exemplo da celulose, na forma de papéis diversos, absorvente íntimo, papel higiênico, guardanapo, fralda descartável, viscose e tencel (tecidos para roupas) e outros.

 

POLOS DO AGRONEGÓCIO

> REGIÃO OESTE DA BAHIA
Engloba os grandes municípios produtores de grãos: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério. Essa região vem se destacando como uma grande potência do agronegócio através das culturas de soja, milho e algodão – já consolidadas com aplicação de tecnologia de ponta desde a plantação até a colheita.

> REGIÃO DO VALE DO SÃO FRANCISCO 
Fortalecida pela irrigação e solo fértil, o Vale do São Francisco se destaca como grande pólo produtor de fruticultura e o mais importante centro frutífero do Brasil, com destaque para a produção de manga e uva de mesa. A região é a única do mundo capaz de produzir cinco safras de uva em dois anos, devido às suas características naturais como luminosidade, umidade e disponibilidade de água. Possui variedades de uvas com qualidades comprovadas para a produção de vinho, colocando-se como o segundo pólo vinícola do Brasil, com grande potencial para crescimento. (SEAGRI,2017)

Essa região gera um faturamento de R$ 2 bilhões ao ano atualmente nos 120 mil hectares irrigados que abrangem os perímetros irrigados, onde anualmente são produzidos mais de um milhão de toneladas de frutas. Outras culturas também são destaque como a da goiaba, coco verde, melão, melancia, acerola, maracujá, e banana. Na Bahia, fazem parte do Vale do são Francisco os seguintes municípios: Juazeiro, Sento Sé, Casa Nova, Curaçá, Rodelas, Glória, Paulo Afonso. Já os perímetros irrigados estão nos municípios de Curaçá, Maniçoba, Mandacaru, Tourão, Salitre 1ª etapa, Glória, Rodelas e Pedra Branca.

Crédito: Manu Dias / GOVBA

VANTAGENS EM INVESTIR

• 8º maior produtor de grãos do país
• Maior produtividade de leite do Brasil
• Líder nacional na produção de manga
• Maior produtor de cacau do país (responsável por 60% da produção)
• Importante polo de produção de chocolate gourmet
• Maior rebanho pecuário do Nordeste
• Produção de café de qualidade e 4º maior produtor nacional

POR QUE INVESTIR

• Há duas ou mais colheitas ao ano;
• Recursos hídricos para irrigação;
• Polos de produção já consolidados e estruturados para exportação;
• Altos índices de produtividade nas áreas irrigadas, com estrutura de pós-colheita;
• Certificações de conformidade adotadas pelos mercados mundiais;
• Oportunidade para agroindustrialização da sua matriz frutífera.

> AGROINCENTIVOS 

O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (SEAGRI), a grande parceira do agronegócio na Bahia, estabeleceu uma moderna política de agroincentivos e apoio à implantação de novos investimentos agropecuários e agroindustriais.

O Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica do Estado da Bahia (DESENVOLVE) tem como objetivo fomentar e diversificar a matriz industrial e agroindustrial, com formação de adensamentos industriais nas regiões econômicas e a integração das cadeias produtivas essenciais ao desenvolvimento econômico e social e à geração de emprego e renda.

O estado da Bahia concede dois incentivos às empresas industriais e agroindustriais:

  1. Dilação do prazo de pagamento, de até 90% do saldo devedor mensal do ICMS normal, limitada há 72 meses;
  2. Diferimento do lançamento e pagamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) devido, relativo à aquisição de bens destinados ao ativo fixo, para o momento da desincorporação do bem.

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PRINCIPAIS EMPRESAS INSTALADAS

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ONDE O SETOR ESTÁ PRESENTE
Veja no mapa abaixo onde o setor é predominante no estado.