Alimentos e Bebidas

Com uma ampla produção de carnes, grãos, cereais e frutas, a Bahia processa e transforma em alimentos e bebidas produtos da agricultura, pecuária e pesca.

PANORAMA DO SETOR
De grande relevância para a economia e o desenvolvimento do estado, o setor de alimentos e bebidas é gerador de empregos e renda estando entre os mais importantes da indústria baiana. De acordo com os últimos dados do IBGE, sua participação é de 5,4% no PIB industrial baiano.

Vale ressaltar que o mercado de bebidas movimenta cerca de 250 milhões de litros/ano. Além das cervejarias, o grupo peruano São Miguel, multinacional de refrigerantes, água mineral, suco e isotônicos, escolheu o município de Alagoinhas para instalar a sua primeira fábrica no Brasil. Com a água local, a empresa fabrica o suco Yulo, o energético EnerUp, o refrigerante Goob e a água mineral Lôa.

A Bahia também é forte no mercado da cachaça, bebida identificada como culturalmente brasileira, notadamente a de alambique. Tem grande potencial de expansão tanto no mercado interno quanto externo. O setor de cachaça da Bahia envolve aproximadamente 1.500 empresas formais e cerca de 30 mil produtores informais, gerando em torno de 10 mil empregos formais e cerca de 200 mil informais. Algumas marcas da cachaça baiana já são destaques no cenário nacional e internacional como a Cachaça Abaíra, produzida pela Associação dos Produtores de Aguardente da Microrregião de Abaíra (Apama).

Aqui no estado o Sebrae ( Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) apoia iniciativas dos produtores de derivados de cana de açúcar em outros município do estado :Paulo Afonso, Itanhém, Lajedão, Mucuri, Nova Viçosa, Jussiape, Mucugê e Piatã. Por ser uma bebida tipicamente brasileira, tentando ganhar espaço num mercado altamente competitivo, a evolução do processo produtivo é fundamental para que os produtores ganhem competitividade e consigam alcançar o mercado externo.

Uma das ações do Sebrae nesse sentido é a certificação de cachaças. O selo tona mais fácil o acesso de novas marcas ao mercado internacional, além de agregar valor ao produto, que passa a ter um “atestado de qualidade”.

O potencial do cultivo de uvas e vinho no Vale do São Francisco também é destaque. A região é responsável por 20% da produção nacional de vinhos e por 99% da uva de mesa exportada, possuindo 11 mil hectares de vinhedos e gerando 30 mil empregos diretos.

Segunda maior produtora de vinhos do Brasil, a Bahia destaca-se por localizar os principais municípios produtores (Juazeiro e Casa Nova), que juntos respondem por 97% da produção estadual. Ali estão sendo produzidos espumantes, sucos, brândi, além da própria fruta para exportação. A viticultura no estado é destaque no cenário nacional, sobretudo pela produtividade e qualidade das uvas, tanto de mesa, quanto de vinho.

Crédito: Manu Dias / GOVBA

 

A região da Chapada Diamantina através dos municípios de Morro do Chapéu e Mucugê também vem se destacando na produção de vinhos em função da qualidade apresentada e tipicidade muito interessantes. Além do excelente nível tecnológico dos produtos, a estruturação em curso do enoturismo funcionará como atrator de muitos visitantes e enófilos.

A Bahia é o 5º maior produtor nacional de vinho e líder na exportação de uva. Realiza três colheitas por ano e possui disponibilidade de variedades de uvas e qualidade reconhecida para produção de vinhos. De olho na tendência mundial, a região tem se voltado para a produção de uvas sem sementes. As exportações de uvas frescas alcançaram nos primeiro meses de 2018 uma receita de US$ 3,9 milhões, com expressivo aumento nas exportações para os EUA de aproximadamente 200%.

Aqui encontra-se a empresa Miolo Wine Group que produz atualmente quatro milhões de litros anuais em 700 hectares da Fazenda Ouro Verde, a 68 km de Juazeiro. A chegada das fábricas contribuiu para a formação do parque industrial local, mudando o perfil econômico e abrindo novas oportunidades no município, que antes vivia basicamente do comércio e serviços.

Destaque também para empresa Frysk Industrial (Grupo Aurantiaca), localizada na divisa dos municípios de Esplanada e Conde, que produz a água de coco da marca Obrigado!. Além da água, a empresa aproveita as fibras de coco e produtos provenientes da casca do fruto seco, que são atualmente utilizados na bioengenharia, no agronegócio e na indústria automotiva.

Crédito: Manu Dias / GOVBA

Vale destacar também, as boas perspectivas das cervejas artesanais: ramo em franco desenvolvimento, produzidas nas microcervejarias. Essas e outras vantagens competitivas do estado nesse setor atraíram outras grandes empresas como a Ambev, a Heineken e a Itaipava, do Grupo Petrópolis, localizada no município de Alagoinhas. No estado, os principais segmentos do setor de bebidas são refrigerantes e cervejas, que representam juntos 85% do valor da produção.

O crescente mercado consumidor: na Bahia, que possui aproximadamente 15,3 milhões de habitantes, é um mercado em grande expansão que registrou aumento do poder de compra nas duas últimas décadas, o que caracteriza um grande atrativo para o investidor.

Outras empresas de fornecimento de materiais para a indústria de bebidas também estão na Bahia. A americana Latapack-Ball, fabricante de latas de alumínio, planeja produzir 1 bilhão de latinhas por ano .em sua planta de Alagoinhas.

A Bahia possui potencial para expansão, haja vista a adoção de sistemas que primam pela sustentabilidade, a exemplo da redução de agrotóxicos. Dessa forma, os produtores baianos têm conseguido produzir frutas diferenciadas, de alto valor agregado, capaz de atender às exigências do mercado mundial.

VANTAGENS EM INVESTIR
O setor possui vantagens que envolvem a proximidade com o mercado consumidor, disponibilidade de logística para escoamento da produção, cadeia produtiva com grande oferta de matérias-primas e facilidade de transformar e processar produtos da agricultura, pecuária e pesca.

Um grande diferencial da Bahia nesse setor é a excelente qualidade da nossa água, leve e de alto padrão de potabilidade, considerada uma das melhores do mundo. A água vinda do aquífero São Sebastião, que abastece os municípios de Alagoinhas, Catu, São Sebastião do Passé, Pojuca, Mata de São João, Dias D’Ávila, Camaçari e Candeias, pode ser usada para produção de bebidas, além de chás, café, chocolates e sucos.

OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTOS
• Mercado consumidor em expansão;
• Mercado crescente para produção de cervejas artesanais e cachaças;
• Instalação de industrias de embalagens para água;
• Produção de alimentos orgânicos e dietéticos;
• Implantação de indústrias de bebidas energéticas e isotônicos e águas saborizadas, enriquecidas e funcionais;
• Implantação de indústrias para produção de cafés especiais, de chocolates prontos para beber e de chás prontos;
• Implantação de agroindústrias de sucos concentrados, doces diversos, polpas de fruta e frutas cristalizadas;
• Implantação de parque industrial para produção de vinhos, espumantes e suco de uva e ampliação da área de produção de vinhos para atender ao crescente mercado interno e de exportação.

Crédito: Adenilson Nunes / GOVBA

 

PRINCIPAIS EMPRESAS INSTALADAS

 

ONDE O SETOR ESTÁ PRESENTE
As empresas de alimentos e bebidas estão presentes em cidades como Alagoinhas, Dias D’Ávila, Barreiras, Conde, Feira de Santana e Salvador.

Veja no mapa abaixo onde o setor é predominante no estado.